As melhores cidades do país para abrir empresa em 2017

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Desde a sua primeira edição em 2014, o Índice de Cidades Empreendedoras da Endeavor tem sido um exercício de análise em profundidade do ecossistema dos principais municípios do País.

Esse exercício já havia passado por melhorias na edição de 2015, com a adição de novos indicadores e cidades à metodologia original.

Nesta edição também foram feitas pequenas evoluções, como premissa da busca pela melhor representação do ambiente empreendedor local.

Para a construção do Índice, a Endeavor Brasil elaborou um framework adequado à realidade do país, em sintonia com as ferramentas utilizadas por organizações internacionais, como a OCDE e consultorias especializadas.

A seleção dos critérios considerou o universo de empresas como um todo, sem se restringir a nenhum setor ou porte específico.

O framework está estruturado a partir de sete pilares, ou determinantes, que formam os rankings temáticos do relatório e são a base do índice final de cidades:

  1. Ambiente regulatório: tempo de processos, custo de impostos e complexidade tributária.
  2. Infraestrutura: transporte interurbano e condições urbanas.
  3. Mercado: desenvolvimento econômico e clientes potenciais.
  4. Acesso a capital: capital disponível via dívida e acesso a capital de risco.
  5. Inovação: inputs e outputs.
  6. Capital humano: mão de obra básica e mão de obra qualificada.
  7. Cultura empreendedora: potencial para empreender com alto impacto e imagem do empreendedorismo.

Índice de Cidades Empreendedoras 2016

  1. São Paulo
  2. Florianópolis
  3. Campinas
  4. Joinville
  5. Vitória
  6. São José dos Campos
  7. Porto Alegre
  8. Sorocaba
  9. Maringá
  10. Ribeirão Preto

Baixe a pesquisa e conheça todas as 32 cidades que figuram o ranking.

CORRENDO ATRÁS DA HISTÓRIA

Fora do eixo Sul-Sudeste, as condições para empreender ainda tem muito a melhorar, e não é de agora.

As melhores cidades do Centro-Oeste, Nordeste e Norte brasileiro são Brasília (16ª), Recife (18ª) e Belém (apenas a 26ª melhor).

E a base para isso existe, com alguns dos melhores índices de Cultura Empreendedora nessas regiões, como a liderança de Natal.

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É preciso olhar para melhorias que podem ocorrer a curto-prazo, como diminuir a burocracia, que conta com alguns destaques positivos nessas regiões.

Mas os grandes gargalos dessas cidades são questões estruturais.

A educação pode seguir o exemplo de Teresina e Fortaleza, que vêm avançando consistentemente, como é necessário.

Já Recife e Manaus, também atrás do seu potencial, dado o famoso Porto Digital e a Zona Franca manauara, podem inspirar as demais cidades a serem mais inovadoras.

Capital humano e inovação são déficits históricos da região, e não há mais tempo a perder.

MELHORANDO SEM REINVENTAR A RODA

Desde a primeira edição deste estudo, foram apresentadas aqui iniciativas em cidades brasileiras e estrangeiras que estão melhorando o ambiente empreendedor local com ações muitas vezes simples.

Elas podem inspirar cada vez mais governos e empreendedores a adaptarem essas boas práticas para suas regiões, sem precisarem de grandes inovações.

É o caso do Minas Fácil e do Tu Empresa en un Día, do Chile, estudados no ICE2015, que serviram de exemplo para o Projeto Simplificar — agora ele próprio um caso de sucesso.

Melhorar o ambiente empreendedor não é trivial, mas bons exemplos existem para serem copiados.

GRANDES CAPITAIS COM GRANDES PERDAS

Enquanto a capital paulista domina o ICE pelo segundo ano consecutivo, o mesmo não acontece com outras grandes capitais brasileiras. Em especial, Rio de Janeiro (14ª), Curitiba (15ª) e Recife (18ª) perderam respectivamente 4, 7 e 14 posições em relação ao estudo anterior.

Os empreendedores cariocas penam com seu péssimo ambiente regulatório (aparece na última posição do pilar) e condições internas complexas, com custos altos e a pior mobilidade urbana do estudo.

Problemas no trânsito também em Recife, na 29ª posição do indicador.

A capital pernambucana ainda fechou 26 mil vagas no ensino técnico e as compras públicas municipais caíram 25%. No Paraná, a capital aparece atrás de Maringá.

Além da cultura empreendedora mais favorável no interior, Curitiba também tem impostos mais altos (só está à frente do Rio em Ambiente Regulatório) e teve o maior recuo na oferta de crédito.

São capitais com grandes mercados consumidores, mas precisarão fazer mais para se tornarem polos do empreendedorismo e competir com São Paulo.

Baixe a pesquisa completa e saiba ainda mais informações sobre o relatório.

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Sobre Marcos Rezende

Marcos Rezende é criador e principal editor do portal Negócio do Zero, além de ser também professor e orientador de empreendedores no Curso Online de Criação de Negócios do Zero voltado para quem deseja abrir o seu próprio negócio sem colocar em risco a segurança da sua família e de suas reservas financeiras.