A orientação profissional na atualidade

Houve tempos em que a Orientação profissional resumia-se a testes vocacionais que definiam algumas profissões que o “testado” deveria atuar. No entanto, uma das problemáticas desse tipo de teste é que 50% das profissões que existem hoje é exercida no mesmo modelo que no passado. Dá para acreditar que o serviço feito hoje por donas de casa com a ajuda dos utensílios eletrônicos precisava de 33 escravos na Grécia antiga? Não há dúvidas que as mudanças tecnológicas constantes estão acelerando as mudanças no mercado de trabalho. Se pararmos para pensar rapidamente podemos lembrar de algumas profissões que foram extintas, como a datilógrafa (usei propositalmente no feminino pois era uma profissão exercida por mulheres em sua grande maioria), o leiteiro, o ferroviário, etc. Mas não há motivo para pânico geral pois novas profissões estão surgindo. Acredita-se que grande parte das atividades exercidas hoje nos países desenvolvidos não existia há 250 anos.

Este é um guest-post de Bia Mendonça, coach à frente do projeto Rumo Coaching que tem como finalidade auxiliar jovens a encontrarem o melhor rumo nas suas vidas.

Ademais temos o movimento feminista que colocou a mulher no mercado de trabalho, pois antes ela não tinha muitas opções, tendo que ser dona de casa, professora ou secretária, pois se fosse outra coisa seria marginalizada. Essa liberdade pode ter um efeito devastador se não bem trabalhada. Acredito que essa seja uma das principais razões do elevado número de mulheres que buscam a orientação profissional, além do fato da mulher ter maior veio para se analisar e buscar a sua razão de ser. Hoje no Brasil existem mais de 350 cursos universitários e profissionalizantes, mas ainda 50% das matrículas são efetuadas em 6 cursos tradicionais: medicina, comunicação, letras, direito, pedagogia e engenharias, tendo como resultado uma evasão das universidades de 40%!



Mas diante de tantas opções, como fazer a escolha certa?
Uma atitude muito importante para a escolha profissional é fazer uma pesquisa de investigação da profissão. Visitar universidades, cursos e profissionais que atuem na área possibilita ter uma visão real e não imaginária em relação a uma profissão.

Outro item muito importante é o autoconhecimento. Avaliar seus próprios talentos, habilidades e gostos e sua paixão, procurando fazer algo onde se tenha uma facilidade natural e que ame. Este pode ser o caminho rápido para a felicidade! Colaborando com isso, o papel de um orientador profissional pode ser um investimento valioso na hora da decisão, mas a escolha continua tendo que ser feita de dentro do “testado” para fora, e não o contrário.

“É preciso procurar algo que una trabalho e prazer.” Ivo Pintanguy



3 Comentários

  1. Poxa. Estou procurando um tópico que tinha uma dica para estudantes de direito. Algo falando sobre área fiscal ou uma área boa pra estagiar e aprender sobre isso.

    Não me lembro direito, rsrs e me arrependo de não ter pegue.

    Foi por causa daquele tópico que eu estou decidindo estudar mais na área tributária.

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