10 passos definitivos para ser um empresário de sucesso (segundo quem já é)



Sua carreira começou pegando transporte público e provavelmente se alimentando de salgado e refresco enquanto ia do bairro onde morava, no subúrbio do Rio de Janeiro, 40 Km de distância do centro da cidade, vendendo relógios do Paraguai e depois cursos de inglês.

Você já deve saber de quem estou falando…



Recentemente Flávio Augusto, fundador da WiseUp, proprietário do Orlando City Soccer Club, Fundador do Geração de Valor e presidente do T-BDH CAPITAL, respondeu a seguinte pergunta de um de seus fãs no Facebook:

“Se você tivesse 18 anos, com o seu conhecimento e experiência, o que você faria?”

A resposta foi tão boa, prática e alinhada com os valores que prego aqui no blog que eu não poderia deixar de comentar.

Se você quiser ter sucesso, principalmente de longo prazo, imprima este artigo, cole na parede do seu quarto ou escritório e siga isto a risca.

Ignore este conteúdo por sua própria conta e risco.

1. Jamais tenha um emprego.

Empregos são a fonte da “ração básica” da sobrevivência.

Basicamente, você troca a liberdade de criar como empreendedor pela prisão de ter que ir para o mesmo lugar, todos os dias, na mesma hora para fazer algo rotineiro e bem abaixo das suas capacidades.



Tudo isso em troca de um dinheirinho para pagar as suas contas no final do mês.

Jamais. Jamais. Jamais tenha um emprego se você quiser empreender.

Sabe aquela história de “matar a vaca” onde um mestre e seu discípulo avistaram uma família que morava à beira de um precipício, bem pobres e se alimentavam do leite de uma vaca?

Pois bem, vendo aquela situação o mestre pediu que seu discípulo empurrasse aquela vaca precipício abaixo e voltasse tempos depois para saber o que tinha acontecido aquela família.

O discípulo seguiu o que o mestre disse, empurrou a vaca e cinco anos depois voltou para visitá-los.

Ao chegar no lugar, foi surpreendido por uma linda casa, com um lindo jardim, com pomar de frutas, cercado de flores, além de uma família unida, cheia de bens e feliz.

Ao perguntar para o homem mais velho o que tinha acontecido, teve como resposta que depois que a vaca morreu, eles tiveram que se movimentar e correr atrás de outras fontes de sustento.

Graças a morte da vaca, eles agora eram mais felizes e ricos em todos os sentidos.



Mate a sua vaca.

Saia do emprego e vá pra rua ganhar aquilo que você merece.

Não existe nada melhor do que focar somente naquilo que você acredita.

2. Venda algum produto.

Qualquer um: picolé, bala, bom bom, relógio, pão etc… Identifique o produto que mais se identifica e estude tudo sobre ele.

Conheço pessoas que querem empreender, mas que nunca foram para a rua vender um produto.

Quando eu morava no subúrbio no Rio de Janeiro, nunca o filho de um vizinho meu vinha vender algo na porta de casa, assim como eu mesmo nunca fui ensinado a vender desde cedo.

Morando hoje em um condomínio fechado de casas em Curitiba, praticamente todo final de semana tem o filho de algum vizinho vendendo alguma coisa na minha porta.

Nas famílias mais pobres, vender é sinônimo de pedir esmola.

Nas famílias mais ricas, vender é sinônimo de prosperidade.

Se você tem vergonha de vender, enfrente isso, vá pra rua e aprenda que vender nada mais é que transmitir o valor de uma coisa através de um discurso.

Aprender a vender melhora inclusive os seus relacionamentos pessoais porque você aprende a hora de calar e a hora de falar, além de ter consciência do como falar algo pode afetar os resultados que você pretende obter.

3. Jamais se envolva com pirâmides.

Acrescento: jamais se envolva com nada que te prometa um atalho para a riqueza.

Pirâmides e esse empreendedorismo digital agressivo e de curto prazo que hoje vendem por aí são modelos de negócios que devem ser ignorados por quem deseja construir uma carreira de longo prazo.

Copie as pessoas de sucesso e perceba que elas percorreram um longo e trabalhoso caminho em direção ao sucesso.

Pirâmide e empreendedorismo digital viraram desculpa para empreendedor preguiçoso ficar dentro do escritória pensando em uma maneira de tirar dinheiro das outras pessoas agregando o mínimo de valor possível.

Repare o marketing digital que o Flávio Augusto faz na Geração de Valor, eu faço por aqui no Insistimento e o Seiiti Arata pratica à frente dos seus negócios e copie isso.

4. Crie modelos de venda recorrente deste produto

“Numa segunda fase, depois de conquistar um pouquinho de capital, criaria modelos recorrentes de venda deste produto, tipo, um serviço de entrega de pães todas as manhãs com consumidores associados. Me dedicaria a vender este plano. Tudo sem muito capital, mas que me permitisse começar pequeno e sonhar grande e com escala.”

O melhor da receita recorrente é que o trabalho feito em um mês não é perdido no mês seguinte.

Se você trabalhou durante um mês para conquistar dez clientes e vendeu para eles alguma maneira de se comprometerem financeiramente com o seu negócio mensalmente, no mês seguinte você só precisa fazer o mesmo trabalho novamente para acumular 20 clientes ao invés de somente 10.

5. Viva com não mais do que 50% do que ganha para ampliar o seu capital de giro.

Conheço alguns empreendedores que quando ganham muito dinheiro saem logo em busca de comprar um carro novo financiado ao invés de acumular riqueza.

Preferem pagar juros de financiamento para sustentar seu status na sociedade que viver a realidade da construção de um futuro rico.

Ganhar dinheiro sem economizar é o mesmo que não ganhar.

6. Estude todas as fases do processo para fabricar seu próprio produto e investir na sua própria marca

Vejo muitos empreendedores hoje querendo viver como afiliados de produtos de terceiros acreditando que isso irá lhe ajudar a construir uma empresa.

Não, não vai.

Enquanto o seu negócio estiver nas mãos de outra pessoa, você não tem um negócio de verdade.

Você pode ter uma empresa de representação comercial e vender muito de um determinado produto, mas enquanto esse produto não for realmente seu, você pode ver o seu negócio ir por água abaixo se algo inesperado acontecer na empresa que fabrica o produto que você vende.

Conheci uma empresa que acabou do dia para a noite porque o dono dela havia morrido e a família não queria mais tocar o negócio.

Representantes de vendas e empregados viram suas vidas irem por água abaixo por conta de uma fatalidade.

Não deixe que um terceiro domine o seu negócio.

Lembre-se que você pode até ganhar dinheiro no curto prazo, mas para o longo prazo você não terá construído nada.

7. Amplie seu mix de produtos.

Perceba as necessidades dos seus clientes e amplie a variedade dos seus produtos para aumentar o ticket médio e recorrência das vendas.

Cacau Show, WiseUp, Dr. Resolve, Spoletto entre outras empresas, são bons exemplos de empresas que investiram no mix de produtos.

Uma vez que você conseguiu satisfazer uma necessidade do seu cliente, comece a perceber outras necessidades servindo-o com novas opções.

Uma empresa de produtos naturais, pode investir em novos produtos nesta área para satisfazer completamente o seu cliente.

Aqui perto de casa tem uma empresa fabricante de mel reconhecida mundialmente que vende desde o mel, até xarope e xampu com mel.

É meio que impossível você entrar na lojinha deles para comprar mel e sair somente com um pote de mel nas mãos.

8. Crie canais de distribuições alternativos

Como já falei na nossa newsletter semanal, estou criando uma nova empresa em um ramo fora totalmente do meu campo de conhecimento e uma das coisas que fiz para aumentar o volume de vendas foi investir em canais diferenciados depois que validamos o produto.

  • Recrutei representantes de vendas em todo o país.
  • Criei uma loja online para compra do produto.
  • Me associei com uma grande loja online para também vender o produto por lá.

Desta forma, vendemos tanto no atacado como no varejo, possibilitando um aumento crescente mês a mês da minha produção.

Na hora de ampliar o seu negócio, não pense pequeno. Não se limite somente ao seu bairro. Delegue tarefas, amplie a sua equipe de vendas e pense grande, bem grande.

9. Venda a companhia no seu auge para um fundo, banco ou concorrente, embolsando uma enorme liquidez.

O principal efeito de você pensar em vender a sua empresa desde o início é que você precisará delegar sempre as tarefas que executa, fazendo a empresa funcionar sem a sua presença.

Isto é atingir a perfeição no mundo dos negócios.

Vejo muita gente, donos de pequenas empresas, controlando tudo e fazendo de tudo ao invés de dividir responsabilidades para olhar seus negócios de cima.

Como empresário, você precisa se comportar como um empresário e fazer o negócio crescer olhando para frente e para cima, não para baixo.

Comece fazendo de tudo no negócio, mas desde o início enxergue os cargos que em breve serão ocupados por alguém.

10. Com 5% do capital conquistado, comece tudo de novo e invista os 95% em investimentos conservadores em moeda estrangeira.

Para finalizar, Flávio acrescenta uma coisa que eu acho imprescindível: comece sempre com pouco dinheiro.

Tendo pouco dinheiro na mão para trabalhar, você ativa a sua criatividade para fazer as coisas acontecerem.

Você se preocupa em ganhar dinheiro, não em como gastar dinheiro.

Preste atenção nisso.

Resumindo

  1. Mate a sua vaca
  2. Vá para a rua vender
  3. Não se envolva com atalhos para a riqueza
  4. Venda de forma recorrente
  5. Viva com bem menos do que você ganha
  6. Fabrique seu próprio produto
  7. Amplie o mix de produtos
  8. Pense grande
  9. Venda a sua empresa
  10. Comece tudo de novo com pouco, sempre.

Eu já escrevi uma matéria aqui antes sobre o Flávio e se você quiser se tornar um GV (Geração de Valor) como eu e acompanhar o trabalho que ele faz, curta a sua fan page.

Simbora pra cima que ainda há muito o que se conquistar.



20 Comentários

  1. Realmente sensacional. Tenho dois pontos, Marcos:

    – Ser funcionário de um empreendimento da área que você pretende empreender não seria uma grande maneira de conhecer o mercado e o negócio? O próprio Flávio Augusto conta na sua história que fundou o Wise Up após ter ganhado expertise no segmento trabalhando em outra escola de idioma.

    – O que você chama de ‘empreendedorismo digital agressivo que tira dinheiro das pessoas agregando o mínimo de valor possível’. Pode ser mais específico? Modelos, exemplos?

    Valeu, parabéns pelo blog.

    • Sim, com certeza, mas você precisa ser empregado sabendo que logo irá sair assim que conhecer o mercado.

      Sobre o marketing digital agressivo não vou citar exemplos de quem faz, mas no texto, citei 3 exemplos de quem não faz. O resto, pode considerar como agressivo e que não agrega valor. 🙂

      • Gostei muito do texto!
        Já venho acompanhando seu blog há um bom tempo, e estou pensando em fazer uma estrutura parecida com a sua, onde tem o blog com ótimas dicas grátis, e outra parte paga onde tem serviços extras, suporte exclusivo, etc, mas para um tema bem diferente. Marcos, você mesmo criou esse site e o do campus? É muito difícil fazer sozinho?
        Um abraço!

        • Obrigado Martin. É difícil para mim falar se é fácil ou não criar algo como estes dois sites. Fui eu mesmo que fiz, mas desde os 14 anos (hoje tenho 34) trabalho com informática e há 8 anos (acho) tive uma empresa que trabalhava exclusivamente com WordPress.

          Mas também não é nada demais. Ambos são temas comprados no ThemeForest e adaptados por mim para atender as minhas necessidades.

          Vá em frente!

          • Obrigado pela resposta Marcos.
            Vou tocar esse projeto pra frente sim, consegui “vender” minha ideia já para uma pessoa que deve me ajudar muito. Estou relendo alguns posts, como o de validação de ideias e dos 3 passos em 4 meses; e fazer tudo com calma mas corretamente. Abraço!

          • Boa noite meu nome e Cleyson eu já trabalha nas portas vendendo produtos de limpeza mais ultimamente esta muito ruim porque vender fiado nessa crise e duro porque tudo caro e gostaria de um concelho.

  2. É sempre, SEMPRE, um alento (no mínimo) ler seus posts. Sempre tão honesto e realista. E sim, em você e no Seiti eu realmente sinto um interesse em ajudar e servir. Obrigada! (E, pegando um gancho do outro post – também muito bom – por favor insista no Insistimento, a gente agradece). Abraço!

  3. kkkkkkk adorei a história da vaca com dizer “Graça a morte da vaca” e me fez refletir obora que eu quero financeiramente. Tenho muitas ideias diferentes para as duas áreas: artesanato e culinária. É o que me deixa na dúvida de qual vai me avalancar melhor?… Adorei o seu artigo, vou continuar com vocês para prosseguir o conhecimento e bora colocar em prática logo!

  4. Meu nome é Edvardo Reis sou de Fortaleza Eu atualmente trabalho no salao de beleza com minha mulher e dependo em tudo dela estando dentro do salao. Pensando nisso a uns 3 anos comecei a vender, (tentar) vender relógios importados para me sair do salao e ficar mais independente, sem sucesso, mas, hoje em dia tento sem desistir dessa ideia de independencia. Meu caso é: Tenho quantos relógios quiser pois, meu amigo me fornece para que eu os venda e depois o pague, ja fiz grupo no whatsapp com clientes que peguei numero no facebook e eles recebem minhas novidades diariamente, fiz um site para disponibilizar os produtos para atender todo Brasil, mas apesar de tudo isso, meu foguete ainda NÃO decolou. o que falta?

  5. Trabalho em frigorifico e faço administração, uma vida duríssima, faço chaveiros de artesanatos e gostaria muito de ganhar meu “pão” com isso; pois, tenho uma família que depende de mim, gosto muito de fazer esses chaveiros e esta fonte poderia se tornar um meio de levar a vida mais tranquilamente e ficar mais presente na vida de minha família (em principal da minha filha que tem 4 anos). mas tenho receio de “matar a vaca” (meu emprego).

    • Franco, sou Joara e trabalho com o Marcos aqui na Insistimento, tudo bem? Então, você não precisa “matar a vaca” agora, vai ajustando seu caminho com os chaveiros artesanais em suas horas vagas e aos poucos vá melhorando, crescendo até não conseguir mais conciliar. Desta forma, você constrói seu caminho rumo ao que almeja e ao mesmo tempo não fica apreensivo por ter saído do emprego, já que tem uma família que depende de você 🙂

      Fica tranquilo e vai em frente que dá certo!

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