5 sinais de que a sua empresa está falindo e você ainda não se deu conta



A temida falência…

Quem nunca pensou em abrir um negócio próprio?


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Esse sonho é comum entre os empreendedores, mas muitos desistem antes mesmo de tentar.

Isso porque são tomados pelo medo de investir em algo incerto e acabar perdendo tudo.

Infelizmente, as estatísticas dão força a esse tipo de receio.

Basta pesquisar sobre a quantidade de empresas que abrem falência todos os anos.

Os números são de fato assustadores.

  • Sebrae Nacional: 26,9% das empresas brasileiras fecham nos primeiros dois anos de vida.
  • IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 2010: a cada três anos, 48 de cem empresas fecham suas portas.

Por que as empresas vão à falência?

Pode parecer uma questão difícil, mas na verdade é bem óbvia.


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Encontrar a resposta dessa pergunta é a única maneira de garantir que isso não aconteça com o seu empreendimento!

Acontece que com a abertura do novo negócio há um acúmulo de empolgação que inclui expectativas com vislumbramento de lucro.

Isso faz com que muitos empreendedores pulem etapas importantes do planejamento e manutenção do funcionamento da empresa, o que com o tempo a leva à falência.

Para que isso não aconteça com o seu negócio, vamos listar aqui 5 sinais de que a sua empresa está indo à falência e você ainda não se deu conta e as maneiras de resolver esses problemas antes que seja tarde demais!

“Mas, minha empresa vai bem!”, você diz.

  • Será mesmo que sua empresa não corre nenhum risco de falência?
  • Você tem certeza de que sua empresa vai bem?
  • Vamos fazer uma análise e corrigir possíveis falhas, para que essas respostas sejam todas positivas, ok?

Talvez você pense que tem um bom controle financeiro, possui planilhas de controle de entrada e saída dos recursos e por isso mesmo, está tudo “em ordem”.


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Mas (e quando há um mas, nunca há verdade absolutas), alguns pontos simples podem estar passando despercebido e os fantasmas da falência podem estar rondando o seu empreendimento.

Vamos espantar todos eles fazendo os passos certos:

1. Aprenda a diferenciar despesas fixas de custos variáveis

Custo variável é diferente de despesa fixa. Muitas contas como água, luz, telefone são classificadas como custo variável, mas na maioria das vezes elas são na realidade despesas fixas.

Como assim?

Vou explicar: o custo variável, como o nome diz, varia de acordo com o faturamento da empresa. Isso porque ele está atrelado aos produtos e serviços que a mesma oferece.

Já a despesa fixa, independe do seu faturamento. Ou seja: os gastos com água, luz, telefone, salários de funcionários vão continuar chegando mesmo que sua empresa não fature nada.

Portanto, despesa fixa não significa previsibilidade de valor, mas sim um gasto que está atrelado à estrutura do negócio. Enquanto a despesa variável está relacionada ao seu produto ou serviço.

2. Categorize suas contas da maneira correta:

É comum que as empresas separem as contas em três grupos: receitas, custos variáveis e despesas fixas. Porém, na realidade, existem 6 importantes categorias:

  • Receitas
  • Custos variáveis
  • Despesas fixas
  • Investimentos
  • Entradas não operacionais
  • Saídas não operacionais

Quando você classifica as entradas e saídas de sua empresa dentro dessas categorias consegue elaborar um relatório de fluxo de caixa ideal para seu negócio. Já mencionamos a diferença entre custos variáveis e despesas fixas, vamos então falar das outras categorias:

  • Receitas: são todos os valores que entraram na empresa.
  • Investimentos: gastos em prol de melhorias, com retorno a curto, médio ou longo prazo.
  • Entradas não operacionais: entradas de dinheiro que não fazem parte
    da operação da empresa.
  • Saídas não operacionais: saídas de dinheiro que não fazem parte da
    operação da empresa.

Se você não segue essa estrutura de categorização, seu controle financeiro não está tão bom quanto você pensava!

3. Tenha um plano de contas

Muitos empreendedores categorizam seus gastos de forma muito genérica:

“Mensalidades”, “pagamentos”, “institucional” e por aí vai.

Nessas categorias são colocadas contas de diferentes naturezas e quando você perceber, já não sabe mais o que de fato foi aquele gasto.

É comum também haver duplicidade de categorias de contas, como por exemplo “luz” e “eletricidade”.

Na hora de fazer um levantamento para saber quanto você gastou com energia elétrica durante o ano, já fica mais complicado de encontrar tudo.

O segredo para ter um bom plano de contas é não utilizar categorias genéricas demais nem tampouco tão específicas.

O ideal é buscar um equilíbrio que atenda sua necessidade sem gerar um trabalho excessivo.

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4. Confira seus saldos e veja se eles batem

A única garantia que você pode ter de que tudo o que foi lançado no sistema de controle ou planilha de sua empresa está correto é conferindo seus saldos bancários e de caixa.

Se o seu banco diz que você possui um saldo de R$ 17.489,23 no banco, você precisa apresentar exatamente o mesmo saldo em sua ferramenta. Até mesmo um centavo de diferença já configura erro.

Lembre-se que são nos pequenos erros que falência se aproxima de sua empresa. Para não permitir isso, você deve ajustar os saldos para que eles “batam”.

5. Estruture seu fluxo de caixa da forma correta

O fluxo de caixa é uma das principais ferramentas de controle da sua empresa. É com ele que você pode fazer as principais análises do seu negócio e a partir daí tomar decisões afim de aumentar os lucros.

Então, ter uma estrutura correta que vai além de entradas versus saídas é a maneira de conseguir um bom relatório, com todas as informações necessárias para uma análise correta, que fuja dos precipícios que levam à falência.

Um fluxo de caixa estruturado deve apresentar informações tais como: margem de contribuição, lucro operacional antes dos investimentos, lucro operacional.

Eis um modelo de estrutura ideal fluxo de caixa:

Receitas
(-) Custos Variáveis
= Margem de Contribuição
(-) Despesas Fixas
= Lucro Operacional Antes dos Investimentos
(-) Investimentos
= Lucro Operacional
(+) Entradas Não Operacionais
(-) Saídas Não Operacionais
= Resultado Líquido

Agora que você já se deu conta de quais são os 5 sinais de que a sua empresa pode estar indo à falência, precisa corrigir as possíveis falhas o quanto antes.

Na maioria das vezes, boa parte desses erros não são culpa do empresário, mas sim do sistema que a empresa usa.

Invista para na gestão financeira da sua empresa e conte com a 4Blue para te ajudar!

Confira também o nosso artigo anterior que fala sobre 8 maneiras de reduzir os custos da sua empresa.

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