O que Seth Godin pode nos ensinar sobre os três perfis de empreendedor



Recentemente concluí o curso online The New Business Toolbox ministrado por Seth Godin, empreendedor e autor de alguns dos livros mais vendidos sobre negócios, marketing e carreira no mundo. O curso é curtinho, mas com lições poderosas que me fizeram refletir sobre a minha carreira e daqueles empreendedores que apoio dentro do projeto Negócio do Zero.

“Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.” ~ Sócrates (Tweet Isso)

Você sabe quem você é?

Uma das lições mais importantes do curso e que quero compartilhar aqui com você diz respeito ao entendimento sobre que perfil de empreendedor você é.



Sempre falo por aqui sobre a importância do empreendedor refletir a respeito do direcionamento da sua carreira, fazendo um planejamento de longo prazo de todo o seu desenvolvimento, mais é ainda mais importante saber quem ele é antes de continuar caminhando rumo aos seus sonhos à frente dos seus negócios.

Faz parte do senso comum acreditar que qualquer pessoa que seja dona do seu próprio “nariz” seja empreendedor, mas é um erro acreditar que um profissional autônomo ou o dono de um pequeno comércio sejam empreendedores. Apesar deles se sustentarem à frente de seus empreendimentos, ambos sofrem problemas e encaram desafios que o empreendedor (de verdade) não sofre ou encara.

Isso não quer dizer, que ser freelancer ou dono do próprio negócio seja algo ruim ou errado, mas nas linhas a seguir pretendo lhe apresentar os prós e contras de cada perfil para que você decida qual é o que melhor se adequa ao seu planejamento de carreira, livrando-se daqueles que não servem. Seja apenas um.

FREELANCER

O freelancer é um profissional autônomo que negocia horas do seu dia com quem necessite dos seus serviços. Ele pode trabalhar também por empreitada, sendo contratado para entregar um determinado trabalho em determinado tempo para receber determinada quantia em dinheiro, mas o que há de mais relevante nesse perfil profissional é que ele depende exclusivamente das suas horas pessoais de trabalho para obter renda.

Por conta disso, sua maior preocupação acaba sendo a valorização da sua hora de trabalho. O profissional freelancer precisa certificar seus clientes de que ele pode entregar melhores resultados que os concorrentes na sua área no menor tempo para que possa receber mais dinheiro.

Definitivamente ele não é um empreendedor, estando mais para um artista que ganha dinheiro desde que se ponha para trabalhar.



“Frequentemente o melhor marketing não parece marketing.” ~ Seth Godin (Tweet Isso)

DONO

Já o dono ocupa um cargo dentro da sua própria empresa e mantém a maioria das decisões sob a sua alçada. Ele emprega pessoas e delega algumas funções, mas se mantém no cargo de “chefe” para manter as coisas funcionando sempre da mesma maneira, usufruindo dos benefícios de ser um funcionário de luxo.

Quando viajamos é muito comum irmos a algum restaurante tradicional da região ou mesmo lanchonete que faz as coisas da mesma maneiras há anos. Não importa se fomos lá dez anos atrás ou se ontem. As coisas são sempre feitas da mesma maneira por alguém que é dono daquele lugar há anos.

Sempre sorridentes, os donos desses restaurantes, lanchonetes, salões de beleza de bairro, entre outros tipos de negócio, recebem seus clientes e os atendem com a perfeição e tradição esperada.

Seu maior desafio é portanto, abdicar do controle e poder que tem sobre o seu negócio, delegando ainda mais tarefas para poder aumentar seus rendimentos. Do contrário, ele crescerá até atingir um teto máximo de faturamento e se manterá ali até o final da vida da empresa (ou dele).

“Toda adversidade tem um lado positivo” ~ Seth Godin (Tweet Isso)

EMPREENDEDOR

O que já não acontece com o empreendedor, profissional focado na geração de riqueza para obtenção de liberdade pessoal e profissional e alavancagem de novos negócios.

Orientados pelo risco, empreendedores são aquelas pessoas que abrem negócios para “passá-los adiante”. Eles não querem ter que executar as mesmas tarefas todos os dias e sempre estão criando sistemas escaláveis que cria a possibilidade de seguirem adiante nas suas carreiras criando novos negócios ou mesmo dedicando-se ao lazer.

O desafio de quem é empreendedor é escalar a sua empresa, ou seja, organizar o seu negócio de tal modo que ele possa funcionar e crescer com pouca ou nenhuma interferência de sua parte.

Caso clássico disto foi o McDonald’s que apesar de ser uma lanchonete, sistematizou o seu processo de produção para que cada vez menos seus donos efetivamente colocassem a mão na massa.



“Os líderes de mercado fazem as regras e o mercado se orienta por elas.” ~ Seth Godin (Tweet Isso)

Se você quiser ser empreendedor

Se o seu futuro é ser empreendedor, você primeiro deve eleger algumas atividades como as essenciais do seu negócio. No meu caso por exemplo, escrever aqui no blog, idealizar novos cursos e apoiar empreendedores no Negócio do Zero, são tarefas essenciais e que tornam esta empresa, Insistimento, uma empresa única.

Todas as demais tarefas podem e devem ser delegadas: hospedagem e alterações no site, configuração do sistema de cursos, suporte aos clientes, etc.

Quando você organiza a sua empresa delegando funções e programando o fluxo de informações em forma de sistemas, você a torna uma empresa escalável que gera mais liberdade para você e cria um negócio vivo, tal qual um organismo da natureza.

Se o tema escalabilidade lhe interessou, complemente a leitura dando uma lida neste outro artigo onde falo sobre como criar um negócio escalável para leigos.



2 Comentários

  1. Muito bom, Marcos s! Seus artigos estão cada vez melhores.

    O conceito do empreendedor criador, delegador e multiplicador é este mesmo, mas o fim não é ter mais tempo ou lazer.

    Criar é o fim em si mesmo!

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