Soneto do Empreendedor: discípulo de si mesmo



Acorda, arregala os olhos e já pensa em trabalho,
Sustentar-se somente já não é seu real sentido.
Pois mesmo cansado, se esforça e pisa no assoalho,
Carregando consigo o medo que tornou-se seu amigo.

Medita, toma café e se debruça na mesa de problemas,
Soluções, equações, somas e divisões.
Múltiplos da sua criatividade, criam seus teoremas,
Donos das suas idéias e das suas criações.



Sonhos, controvérsias e leituras desconexas.
Fazem dele não só um, mas o um.
Que não se dando por vencido, persegue a si mesmo como inimigo.

Dia após dia, noite após noite.
Discípulo e mestre se unem no mesmo ser.
Para retirar da terra com foice, aquilo que faz por merecer.