Dono de startup comete suicídio: 8 maneiras para você se proteger



Em 27 de janeiro de 2013, Jody Sherman, fundador da Ecomon se tornou conhecido mundialmente não por causa do sucesso da sua empresa, mas por ter cometido suicídio após falhar na sua administração. Um dia antes da sua morte, Jody ainda fazia planos com amigos sobre o seu futuro e planejava uma viagem com a sua esposa para Guatemala, mas não resistiu a pressão de ver seu sonho ir por água abaixo e se matou com um tiro na cabeça.

Abri o artigo com esta história triste para fazer um alerta a quem pensa que empreender é um trabalho qualquer. Se não tiver uma boa estabilidade emocional, qualquer empreendedor, corre o risco de fazer a mesma opção que Jody fez após ver o seu negócio afundar. Quando empreendemos colocamos todas as fichas no nosso negócio, envolvendo família, amigos, empregados, outras despesas, etc. e ficamos com a responsabilidade de ter toda a estrutura da nossa vida nas nossas costas.



Recentemente fiz uma pesquisa com os fãs, seguidores e inscritos na nossa lista de e-mail que revelou o medo do fracasso como uma das principais causas para não se empreender. Ou seja, apesar do sonho de ter o seu próprio negócio, muitos empreendedores ainda preferem permanecer onde estão por causa do medo de fracassar.

Após ler uma história como a citada acima é claro que qualquer pessoa naturalmente sentiria medo, mas o que pouca gente leva em conta é que tudo que existe hoje só existe porque alguém decidiu correr riscos e que quem corre riscos geralmente é alguém que estudou sobre eles.

Nas linhas a seguir você irá conhecer as razões pelas quais a maioria das startups falham para que dessa forma você possa se proteger dos riscos do empreendedor. São coisas que eu sempre estou prestando atenção e recomendando aos alunos do curso Negócio do Zero a prestarem também. Assim, podemos evitar quebras desnecessárias de companhias e, evidentemente, casos extremos como o exposto acima.

8 razões pelas quais a maioria das startups falham:

Suas ideias não resolvem exclusivamente um grande problema.

Para se tornar conhecida sua startup precisa resolver um grande problema e não ser mais uma empresa no mercado resolvendo o mesmo problema que outras já resolvem. Com poucos recursos para investir em marketing, é a solução de um grande problema que irá divulgar a empresa para o maior número de pessoas. Se você não estiver resolvendo um grande problema dos seus clientes, cuidado, pois você pode rapidamente perder mercado para alguém que faz melhor o que você está fazendo.

Elas não sabem operar com pouco dinheiro.

Dinheiro é um fator fundamental para a manutenção de um negócio, mas não prioritário. O grande problema das startups que falham é que elas operam sem saber administrar os poucos recursos que tem. Investindo tempo e dinheiro para manter-se trabalhando, esquecem o que é prioridade e assumem despesas (principalmente fixas) desnecessárias e luxuosas. Analise a necessidade da sua empresa e concentre seus esforços – principalmente financeiros – em cobrir apenas as necessidades, evitando os luxos.

Elas inventam conceitos, não produtos completos.

Uma ideia pode parecer ótima, mas se ela não vira um produto, não pode ser vendida. O ideal para uma startup é lançar a versão 1.0 da empresa com data para lançar a versão 1.1 e assim por diante. Acostumados na escola aos conceitos, a maioria das startups que falham, ficam esperando o mercado dar-lhes uma nota para suas teses ao invés de partir para a prática pedindo dinheiro em troca dos seus produtos. Leve seu conceito para a prática programando a sua empresa para crescer incrementalmente conforme avança sua receita.



Sobram lacunas na sua estratégia.

Não dá pra começar qualquer coisa sem enxergar o futuro do negócio. Quer dizer, até dá para começar algo assim, mas fatalmente as surpresas inesperadas do futuro porão fim a empresa. Muitas startups começam sem saber quais serão os próximos passos depois de atingirem a primeira meta. Muitas delas, inclusive, não possuem sequer metas de curto, médio ou longo prazo, deixando suas empresas jogadas à sorte. Planeje o crescimento da empresa e saiba quais são os pontos de parada do ponto A ao ponto B. Ao menos assim, você vai perceber bem antes de um problema grave surgir, se é ou não hora de mudar de estratégia.

Concorrentes proprietários das soluções existentes não desistem tão facilmente.

De fato, sua startup precisa ser melhor (bem melhor) que os atuais concorrentes. Melhor e mais rápida. Não basta chegar com uma boa ideia para simplesmente dividir o mercado, é preciso chegar com uma boa execução para não só dividir o mercado, mas também distanciar a sua startup da concorrência. Por ter mais caixa, as empresas já existentes possuem mais chances de sobrevivência que você, pois podem sustentar-se por mais tempo. Dê uma lida no livro A Estratégia do Oceano Azul e conheça boas estratégias de posicionamento frente à concorrência.

O mercado se move mais rápido que elas.

Apesar de startups serem pequenas e teoricamente ágeis, muitas adotam uma postura de empresa grande, dividindo a empresa em diferentes níveis hierárquicos e implantando processos burocráticos. Com isso o mercado acaba avançando mais rápido e quando elas dão por si foram ultrapassadas por outra empresa que corria mais rápido. Implante uma estrutura livre de barreiras na sua empresa dando poder de decisão para as pessoas. Veja como o modelo de gestão da Zappos está dando adeus aos chefes e busque implantar algo semelhante na sua gestão.

Elas ouvem maus conselhos de pessoas erradas.

Caso comum é o de empreendedores da nova geração se aconselharem com empreendedores da geração anterior e levarem todos seus conselhos para a mesa de reuniões da sua startup. Ou então se aconselharem com pessoas de outros ramos. Não vejo problema em pedir conselhos para pessoas mais velhas ou de outros ramos de atuação, mas é preciso pesar o que está sendo dito por elas, confrontando seus conselhos com o de outras pessoas. Na hora de escolher um conselheiro ou mentor, procure alguém que admire e que já tenha conquistado aquelas coisas que você pretende conquistar.

Seus empresários vivem no vácuo.

As startups estão tão preocupadas em manter o foco e não se distrair que não levantam a cabeça de seus cubículos para olhar o mercado, trocar experiências com outras pessoas, fazer cursos ou se envolver em grupos de apoio. Quando empreendendo é preciso se manter ativo no mercado, mantendo o relacionamento dentro e fora da internet com pessoas que possam somar ao seu negócio e, é claro, buscando atualização em livros, cursos, eventos, etc.

Criei o nosso treinamento online para ele poder se tornar também um espaço onde seus membros pudessem trocar experiências porque considero isto e o mentoring que cada um recebe por e-mail como uma das peças fundamentais para o sucesso.

Saia do cubículo da sua empresa e se envolva com pessoas que agreguem valor ao seu modelo de negócios.



9 Comentários

  1. Marcos Rezende, poderia escrever algum artigo relacionado a como encontrar mentores e/ou investidores independente do ramo que pretendemos atuar?

    Excelente artigo, isso muda opiniões…

    Obrigado!

  2. Marcos Rezende, poderia escrever algum artigo relacionado a como encontrar mentores e/ou investidores independente do ramo que pretendemos atuar?

    Excelente artigo, isso muda opiniões…

    Obrigado!

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