Você é um empreendedor “barata”?



Muitos já passaram por essa situação, principalmente as mulheres, que compõem o nicho de mercado alvo dessa ordem de insetos cujos representantes são popularmente conhecidos como baratas.

Você está lá, sentado ou sentada no seu sofá, tranquilamente vendo o seu programa favorito de televisão quando, de repente, surge um ser, do nada, no meio da sala e te olha, com aquela cara de besta e fica ali por longos segundos completamente parado, sem esboçar qualquer reação, só curtindo o somzinho da sua televisão e a sua cara de pavor. Você não sabe de onde aquele inseto veio, nem pra onde vai e muito menos pra quê ele serve, mas ele continua ali, só pra te incomodar.


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Assim é comportamento que a maioria dos empreendedores possui. Ele abre uma loja com um nome americanizado e sem qualquer significado perto da sua casa pra vender algumas coisas só por vender e você passa anos sem fazer a mínima idéia do “por quê” de ele estar ali, parado, estatelado na sua calçada. Em servicos então é o que mais se vê. Empresas completamente estáticas, sem movimento nenhum que ficam olhando para o mercado e pensando sem parar no quê vão fazer. Aí, é batata, em pouco tempo vem a concorrência e começa a correr atrás desse “empreendedor barata” até que consiga matá-lo e jogá-lo no vaso sanitário para que não restem chances de retorno.

Numa era que tem como prioridade elevar a consciência das pessoas para contribuir com o todo é fundamental que os empreendedores não sejam como as baratas. É função básica de qualquer ser humano saber de onde veio, o que faz e pra onde está indo. Só assim o todo será beneficiado. É responsabilidade de todos empenhar-se dia após dia no desenvolvimento do seu potencial inato para poder servir aos demais e não apenas usufruir do mundo a sua volta sem deixar nenhuma marca, nenhum impacto, nada, coisa alguma. O ser humano é uma espécie eminentemente social e a tentativa de compreender e manipular o mundo à sua volta, possibilitou que desenvolvêssemos tecnologia e ciência como um projeto comum e não individual. Mas poucos são os que a isto se dedicam.

Como então, deixar de ser uma barata?

Tomando consciência da sua vida em todos os aspectos e fazendo um mapeamento de onde está e para onde está indo é um bom começo. No ano passado eu mapeei toda a minha vida em torno da pergunta “O que eu quero?” e isto se mostrou uma excelente ferramenta para que eu deixasse de viver fora da realidade e sem saber a razão de estar vivo.

Mapeie-se. Saiba suas origens. Descubra seus talentos e utilize-os para o bem do todo. Procure entender quem é por trás do nome escrito na sua carteira de identidade. Olhe acima da sua condição de vida. Não seja uma barata. Nunca mais se apresente a alguém sem saber de onde veio, o que faz e pra onde está indo. Você pode estar perdendo a grande oportunidade de ser a única pessoa que você tem a chance de ser: VOCÊ.

Se você aparecer na minha frente novamente com essa cara de besta eu vou correr atrás de você até dar um pisão bem firme no meio da sua cabeça. Estamos entendidos?


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